Leituras ao pequeno almoço de Domingo #31JAN16





E, assim de repente, Janeiro já se foi. Deram por ele? Não. Fizeram alguma coisa de jeito neste mês que passou? Nem por isso. Verdade do dia: não vão conseguir fazer nada neste dia 31, por isso deixem-se estar e aproveitem o "não fazer nada". Parece que consegui que as Leituras voltassem, apesar da dificuldade. O que fizeram pelo vosso blog esta semana? E se não têm um, mas andam seriamente a pensar ter, o que querem fazer?

- E porque ando sempre "à cata" de truques de maquilhagem - tenho uma pirosa a viver em mim que se sente fantástica quando sai de casa pintada mesmo que não se note! - encontrei este, que já experimentei e é fantástico!

- Uma das mais famosas cadeiras do mundo é Portuguesa e chama-se Gonçalo. E de certeza que já se sentaram numa. Sabiam?

- A febre do livro sobre organização da Marie Kondo ainda não chegou cá a casa (e não chega, gosto de organização, mas daí a ser maníaca vai uma grande diferença) mas encontrei este livro inspirado no livro da Marie. Este sim, dava-me jeito!

- Gosto quando as pessoas têm sentido de humor e sabem usá-lo de forma inteligente. Esta comediante, recriou algumas fotografias de Instagram de celebridades e o resultado é fantástico!

E um extra: O Beckham em Lisboa (continuo a dizer que adoraria encontrar as coisas giras H&M, nas lojas, mas parece que estamos votados aos restos e trapos. Sou só eu?)


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O blog da vizinha: O que vai ser dos blogs em 2016?





Tal como nos outros anos, este ano não fiz balanços nem estabeleci objectivos para 2016. Tenho uma lista de coisas que quero fazer, mas como fazem parte do dia-a-dia não lhes quero dar muita importância. Na minha opinião, quanto mais atenção lhes dou ou quanto mais penso nelas pior fico e mais depressa desisto de as cumprir.
O mesmo não se passa com o blog. Quero aproveitar a minha "nova condição" para trabalhar mais nele e aproveitar para "puxar" pela comunidade de blogs que me rodeia. Não tenho o mega-segredo-que-vai-trazer-sucesso-a-rodos, mas tenho algumas soluções que sei que vão ajudar. A propósito disso, tentei fazer futurologia para 2016. Como será o novo ano para os blogs?
A resposta é simples: não sei mas o que quer que o ano traga, vai passar por muito trabalho. Não é fácil tentar descortinar como será o futuro de uma área que tanto pode dar como pode tirar, onde hoje estamos no topo para amanhã estarmos na fossa e sem modo de lá sair. O que sei é que vamos ter que dar muito ao dedo e trabalhar, minha gente!
A coisa é simples: todos sabemos que ter um blog dá trabalho, custa tempo e por vezes dinheiro. Convém que tudo isso seja aplicado e gerido da melhor forma, de preferência em posts originais, com boas fotografias e sobre assuntos que todos gostem. Atenção, não é só pegar no último red carpet, fazer copy/paste das fotos com uns comentários queridos ou arrasadores e esperar que nos façam uma standing ovation. É preciso puxar pela cabeça, fazer que todo o post agarre o leitor de tal modo que vai querer voltar mais vezes para ler o que publicamos. Não é fazer um post a pedido de uma marca, com um texto lamechas que se vê logo que foi copiado de um press release (e a piorar, ver que mais 10 blogs escrevem sobre o mesmo, no mesmo dia e que 9 deles copiaram o mesmo press release. Senhores das marcas, será que podiam ter mais atenção a isto?). O que eu quero dizer é que se pode fazer um post bom, com um bom texto, até de um rolo de papel higiénico cuja única função é limpar-nos o traseiro e ficar ali pendurado e abandonado na casa de banho. É preciso sermos diferentes e escrever o que sentimos. Fazer com que aquilo que se lê tenha sentido. Fazer com que o nosso conteúdo tenha conteúdo. Não é só escrever do fundo do coração, é escrever do fundo do dedo grande do pé.
Estas primeiras três semanas têm sido terríveis. Como sabem, as Leituras ao Pequeno Almoço de Domingo alimentam-se do que se publica por aí. Não o faço por falta de assunto mas sim porque acho que a colaboração entre blogs é do mais saudável que há. Tal como descubro muitos blogs assim, também eu gosto de divulgar coisas que acho interessantes. É mesmo assim; eu dou, tu dás, ninguém cobra porque ganhamos todos. A parte do "ganhamos todos" ainda não é percebida como deve ser, o que é uma pena. A produção dos outros blogs nos últimos tempos é uma miséria (e deste também!) que não merece ser partilhada com ninguém. Vejo blogs com 10 (10!) posts por dia em que o único propósito é vermos que são muitos profícuos na produção de posts; conteúdo 0. Blogs a falar do mesmo que os vizinhos. Blogs que deixam de aparecer - como eu, por vezes - porque o que nos rodeia é tão fracote que até nos põe os neurónios a dormir.
Pois, mas não é por aí, é exactamente o contrário; queremos conteúdo a sério, com fotografias lindas e um design bonito. Queremos ver um trabalho que se note que tenha sido pensado do princípio ao fim. Quero bloggers preocupados com o que publicam e não preocupados em divulgar o giveaway de uma esfregona com um par de luvas de borracha.
Volto a dizer: um blog dá trabalho. Façam com que esse trabalho valha alguma coisa. Façam com que o momento em que carregam no Publish vos faça sentir um arrepio na espinha. Trabalhem com o coração e com a cabeça em doses moderadas e equilibradas. Vamos a isso?

PS - às vezes tenho dificuldades em passar para o "papel" aquilo que me vai na cabeça. Se precisarem de um post mais "claro", leiam a Catarina, aqui.

Dos que se vão e dos que cá ficam





Vou repetir-me, mas a semana passada deve ter sido das mais tristes de que há memória. Assim de repente resolveram desatar a morrer como se o mundo acabasse amanhã. De repente, ficamos mancos de gente que nos diz alguma coisa. E, pior ainda, achávamos que ia passar e pronto, mas não foi nada assim. Os que nos servem de ídolos e de guias, com quem crescemos e de alguma forma nos identificamos estão a ir-se aos poucos. E o mal disto é que nos lembra que também não somos imortais. Ainda pior: vejo-me na pele dos meus Pais há uns anos, quando comentavam a morte deste e daquele.

A morte do Bowie, relembrou-me que somos todos iguais, uns é que trabalham mais do que outros e o seu génio ultrapassa tudo. Lembrou-me que, de repente, os meus ídolos também envelhecem e que mais tarde ou mais cedo se vão. E pôs-me a pensar que as gerações a seguir à minha (especialmente a do meu filho) não têm ídolos a que se agarrar. Têm umas versões instantâneas que duram tanto quanto o tempo que fumamos um cigarro, que deixaram os valores em casa escondidos no fundo de uma gaveta.

Ficamos desorientados. Habituamo-nos a tê-los ali, na prateleira dos vinis e dos CDs, à distância de um braço. Quando fosse preciso estavam ali à mão de semear para nos fazer uma festinha na cabeça, ajudar-nos a festejar ou simplesmente porque nos perguntávamos se haveria vida em Marte. Agora já não. Estão na prateleira sim, mas sei que o que tenho na prateleira não vai crescer, vai ficar ali e que nunca mais nos vamos falar nem ver. Mas, querem saber? Gostei de não saber, preferi ser surpreendida há uma semana. As imagens que guardo são melhores do que outras que pudessem aparecer para documentar aquilo que alguém não queria que se visse, para que a imagem que guardamos dele fosse a boa, a camaleónica. E por isso, não fico muito zangada.

Foto de Sally Pinera via Once Wed

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Leituras ao pequeno almoço de Domingo #17JAN16





Nada faria adivinhar que esta semana ia ser horrível; gente que se põe a desaparecer sem mais nem menos, uma segunda semana do ano que se arrastou cheia de vontade de não fazer nada ao mesmo tempo que o Grilo Falante sentado no meu ombro me relembrava que devia pôr-me a mexer. Mas felizmente acabou. Espero que a próxima não comece como esta, porque se já não suporto as Segunda Feiras, estas ainda se tornam mais difíceis quando recebemos más notícias (amanhã falo sobre o assunto).
Aqui temos o Domingo em todo o seu esplendor. Se forem como eu tenciono não fazer nada. E muito.

- Uma conta de Instagram que põe em desenho (num post-it) aquilo que nos passa pela cabeça e temos vergonha de assumir. Brilhante!

- A vida já é por si só complicada e nós, bichos difíceis, ainda fazemos o favor de a complicar mais. Tenho vindo a aprender a não me chatear, a mandar para trás das costas (e eu sei que por vezes é muito difícil!), mas depois de ler isto percebi que a maioria da complicação e dos problema somos nós que os criamos. Talvez por falta de não termos mais nada para fazer.

- Listas: tanto as faço para tudo e para nada, como as largo todas. Tanto sinto que me limpam a cabeça e me mantém mais focada, como acho que só fico mais stressada por ver tanta coisa por fazer e não saber por onde começar. Tomem lá: a ciência diz que fazer listas faz bem.

- The Best Reminders When You're Having A Bad Day é o nome deste post. Achei que fazia todo o sentido lê-lo de modo a começarmos a semana mais animados (se bem que o #2 It Could Be Worst é tãããoooo Portuguesinho!)

Imagem via Inspired


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A Segunda Feira do ano...





Onde anda o entusiasmo dos primeiros dias do ano? Aquele discurso do "Sim, vamos embora, agora é que vai ser, ninguém me segura"! Também gostava de saber. O que sei é que depois da ressaca dos primeiros dias, da vontade que todos tínhamos em aproveitar este ano ao máximo, estamos a dia 13 e nada. Nicles. Assim de repente parece que me tiraram a força toda para fazer tudo. Resumo-me ao mínimo indispensável e pronto, não me peçam mais.
Devia ter desconfiado. Não sou gaja de Segundas Feiras, prefiro Terças ou Quartas mas Segundas não. Querido Janeiro, gosto de ti porque trazes frio e bons motivos para ficar em casa, mas assim ninguém aguenta.

Imagem de Moritz Peters