Assume-se e pronto. Não dói nada.




(Aviso: este é um post comprido e escrito com o coração. Por favor, tratem-no bem).

Depois de ter aproveitado este fim de semana de chuva para arrumar o computador (tenho um horror indescritível a um desktop cheio de ficheiros sem terem onde cair mortos), a pôr a minha secretária em ordem porque afinal trabalhar na sala não dá, dei por mim a pensar na possibilidade de fechar a página da Tia Anica! no Facebook. A verdade é que nunca falei no porquê de a Tia ter deixado de fazer coisas, porque me custava assumir "publicamente" aquilo que eu achava que era um falhanço. Mas depois de pensado e repensado, até nem é assim tanto.

Flowers Makeup purse

Vou dizer a verdade: sempre gostei de tecidos e costuras, sim, sempre os comprei e cheguei a um ponto em que não sabia o que fazer a tanto trapo. Depois comprei uma máquina, fiz umas coisas, fiz uns workshops, aprendi a forrar cadernos e agendas e pronto. Passados uns tempos, e uma página no Facebook depois (e com a época do Natal a chegar), as encomendas caíam como tordos e os trabalhos da Tia vendiam como pãezinhos quentes. Tenho noção, acho eu, daquilo que as pessoas gostavam: umas combinações de tecidos que à partida parecia que nunca casariam na vida e um ou dois artigos que eram novidade num mar de "costureiras" que basicamente passam a vida a copiarem-se (e quando falo em copiar, são cópias integrais do que se faz. Tenho noção de que algumas coisas que fazia não são originais meus, mas que se percebia facilmente o que era uma peça da Tia. Falo em falta de inovar e de ser diferente, ainda que com os mesmos produtos), a dar facadas nas costas umas das outras, a bajularem-se e a fazer tachinhos. Pronto, já disse.

Shabby Chic

Por outro lado, aquilo que realmente me dava gozo quando me sentava à máquina era perder tempo a conjugar tecidos, fechos, a pensar se este-ficava-bem-com-aquele. O processo criativo era, sem dúvida, a parte mais engraçada. Ainda hoje é, mas aplicado ao blog e a outras coisas que faço. Para ajudar, comecei a receber encomendas de pessoas que me pediam um lacinho aqui, uma renda ali, aplicações disto e daquilo. Enfim, era a deturpação definitiva do conceito da Tia que afinal era uma miúda que gostava de se divertir com o que fazia. Sentar-me à máquina por obrigação, para fazer uma encomenda xpto apertava-me o coração. Não era eu e não era o conceito que tinha desenvolvido. A coisa ainda se aguentou, mas no fim deixei de ter vontade de pegar nos tecidos, de os casar, de fotografar o produto final. Foi-se o entusiasmo, cada vez que olhava para a máquina só me apetecia fugir e não sabia como resolver o assunto.
No fundo, a resolução do assunto era o mais fácil, o que me custava era admitir que o entusiasmo tinha passado e que ou parava ali para pensar o que faria ou ia continuar infeliz a fazer encomendas de coisas que não tinham a minha cara. E sei que é preciso agradar aos clientes, mas daí a fazer tudo o que queriam e pôr-me a trabalhar como uma máquina sem sentimento nenhum, só com o intuito de despachar o trabalho e entregá-lo vai uma grande distância. Não queria isso para mim e acabaria por dar cabo do pouco que tinha construído.
Por isso, chegou o dia em que guardei a máquina no armário, vendi alguns tecidos que tinha (outros não, ainda os tenho ali) e acabou-se. No princípio dizia que era passageiro e achava que depois de vir de férias voltaria em grande, depois chegou o Outono e continuei sem grande vontade. Quando o Natal se aproximou e era suposto começar a fazer “campanha” só queria meter-me debaixo de uma pedra para ninguém me ver.

Organizador #1

E foi assim. Decidi parar sem data para regresso. Decidi que se me apetecer faço e vendo, se me apetecer faço e ofereço. Decidi que não me vou massacar nem perder horas de sono, quando sei que há meninas que fazem trabalhos mil vezes melhores que o meu e que devem aparecer muito mais e vender. Não vivo com esta pressão de fazer qualquer coisa que não me diz nada. Prefiro fazer qualquer coisa que me diz muito, como é escrever aqui. Por isso, estou a pensar seriamente fechar a página da Tia Anica! e abrir uma para o blog (apesar de saber que o Facebook está cada vez pior, mas também aprendi a trabalhar com ele e agora seria diferente).

Pronto. Tomem lá. A quem se perguntava porquê, tem aqui a resposta. Uma resposta longa, mas que vivia atravessada aqui na minha garganta. Não porque achasse que tinha de dar satisfações a alguém, mas porque tinha mesmo de pôr isto por escrito para fechar a porta em paz.

Imagens by Moi

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  1. Nada como dizermos o que nos vai na alma para ficarmos melhor com a nossa consciência :)
    As bolsas era bonitas, pah, lá isso eram. Mas é assim mesmo que devemos encarar a vida: de frente, sem rodeias, sem falinhas mansas.
    Estou contigo! :)

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    1. Eram bonitas sim, era giro fazê-las pois claro, mas fazer por fazer não puxa nada! :)

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  2. Ora aí está o que é!
    Estou contigo Ana :) o espaço é teu, a página de FB também, por isso, faz o que te der na real gana e o que te parecer correcto.
    Guarda os tecidos e a máquina, porque um dia destes dá-te um rasgo qualquer e tens matéria-prima para dar corpo a qualquer ideia que te passe pela mente! Ser genuíno e criativo é tudo, e isso tu és!

    Um beijinho e boa semana

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    1. Pois, isso já sei, um dia destes que acordo de manhã e gasto os tecidos todos que tenho em casa...e no fim não me desfaço de nada porque tenho sempre pena de ver as coisas a ir. :D Boa semana!

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  3. Bem... Eu percebo a razão mas ainda me custa saber que já não es uma crafter de partilha de coisas chatas, mas também de disparates tão divertidos que me levavam às lágrimas!
    Fazes-me falta, tu e outras crafters... Mas fica a memória e a amizade. E eu por aqui vou continuando a espreitar... Beijo Anocas

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    1. Oh tonta, não vou para o fim do mundo!!! E vou continuar a querer saber das cusquices todas e a meter nojo!! Beijinhos!!

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  4. Poissss .... como eu te entendo!!!
    pudesse eu bater o pé! tivesse eu uma rede de segurança. . .
    tb ando farta do lacinho, do bordado, mais uma coisa ali e outra aqui...e como disse há dias lá no meu jardim farta das "bajulações e dos tachinhos"
    mas enfim, vamos andando.
    fazes bem, farás o que te der gozo, quando te apetecer e nós continuaremos por aqui, bjssssssssssssssss

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    1. Isabel, a parte dos "acrescentos" era a que realmente me dava mais arrepios na espinha. Acredito que se consiga acabar com isso, mas para isso tens de estar bem implantada no mercado, que era coisa que eu não estava e sinceramente, não me via a estar! E eu também vou andar por aqui, homessa!!! :D

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  5. Olha... a minha cesta já saiu do armário este ano e por isso tenho-me lembrado tanto de ti e pensado "será que ela vai fazer algumas este ano?"
    Guarda tudo sim porque ainda vais fazer coisas bonitas claro :)
    Não feches a página, abre simplesmente a nova do blog. Não mates a tia pá... Deixa-a de licença sabática :D
    Beijinho grande!

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    1. Sim, Raquel, acho que é isso que vou fazer (apesar de me ter dado uma torta e ter apagado quase as fotos todas que lá estavam. :) ) Mas vai ficar porque até tenho montes de likes que era uma pena desperdiçar. E abro uma para o blog, claro. :)
      Beijinhos!!!

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  6. Ana ainda na semana passada pensei o mesmo.
    Não costuro para ninguém agora. Só para mim e para os meus. Mas porque me apetece, porque quero que me dê prazer.
    Adorava poder um dia ter uma retrosaria, com peças de autor e workshops dados por pessoas que realmente sabem o que fazem e não porque se julgam dignas ao fim de costurarem 1 ou 2 bolsas. Eu que costuro à mais de 10 anos e mesmo assim não daria um, mas enfim...desabafos.
    Compreendo o que sentes e sinto o mesmo.
    Mas se costurares por prazer faz favor de mostrares que gosto sempre de ver as coisas que fazes.
    Bejinhos**

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    1. Ah sim, mas a malta que ao fim de cortar uma peça já dá workshops... Nem vou por aí. Mas estamos combinadas!!! Beijinhos!!

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  7. Posso apenas falar-te da minha experiência...
    Comecei a fazer crochet para mim e para o meus. O crochet tornou-se uma paixão, um vicio. Serve-me de anti-stress e acalma o meu EU.
    Chegou a um ponto, em que quanto mais fazia, mais me apetecia fazer... o mesmo modelo noutras cores, as mesmas cores noutro modelo, enfim, apetecia-me CRIAR.
    Quando dei por mim a querer fazer peças que gostava, em cores que gostava, mas que não me via a usá-las, achei que eram um desperdício de ideias acabar por não as fazer porque sabia que não as iria usar.
    Foi nessa altura que abri a "loja" no bazartes. Se aquilo que eu fazia com gosto alguém gostasse e quisesse comprar, perfeito!
    Fui fazendo, fui vendendo.
    O ano passado quis para mim um estojo, não consegui fazer somente um, fiz 3, todos diferentes todos iguais - ao fim de alguns meses consegui vender os outros 2.
    Raramente aceito "encomendas", porque costumo dizer que tenho o mau feitio de só fazer aquilo que me apetece, quando me apetece. Já aconteceu dizer que não, e quando o faço "contrariada" parece que os dedos não produzem, ficam penros.
    Porque é que acabamos de entrar no verão e eu ando a "sonhar" com lãs e novos modelos de golas para o Inverno? Não sei, mas acho que vão ser as próximas a saltar para as agulhas!
    Sê fiel a ti própria, faz o que te apetecer, quando te apetecer e se não tiveres destino para as peças que fizeste põem-nas "disponíveis", alguém se apaixonará por elas.

    Beijocas

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    1. Pois, a história é mesmo essa. Sabe bem estar com a cabeça ocupada com outras coisas e o CRIAR era uma excelente desculpa. Daí a Criar por obrigação é que me dava a volta ao miolo!!

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  8. Pois olha, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: e que sorte que eu tive que a Tia Anica tenha decidido vender alguns tecidos... :) Os que comprei são bem giros! Por isso quando quiseres vender mais tens aqui uma compradora (compulsiva)! :) Mas concordo que os deves guardar - um dia qualquer passa-te um vendaval criativo pela cabeça e vais precisar deles.
    Eu só faço costura cá para casa. Já há uns anos que me debato se começo ou não a vender para fora... e as razões que me têm levado a não avançar são essencialmente essas duas:
    1) gosto de costurar o que me apetece quando me apetece! e acho que vou deixar de gostar de costurar no dia em que tiver de o fazer por obrigação...
    2) não gostava de fazer o que toda a gente já faz... primeiro porque já sei que ia ser apontada como "olha mais uma a copiar!" (assunto muito discutível e que dá muito pano para mangas porque a) se uma pessoa quer vender tem que fazer o que o mercado pede/procura, e a isso chama-se concorrência e é incontornável e nunca vai deixar de existir, e b) 99% do que se faz cá em Portugal não é original, é apenas uma cópia do que se faz lá fora e acho sempre engraçado quando há acusações de cópia porque essa pessoa pode ter sido a primeira a fazê-lo cá em PT mas não foi a primeira a fazê-lo no mundo e ela mesma copiou alguém. (Pronto, também já disse.)), e depois porque acho mesmo que não me ia dar gozo fazer mais do mesmo...
    Mas um dia destes ainda vou tentar. Logo se vê. Se nunca tentar nunca vou saber realmente, certo? E eu não sou pessoa de viver "no ar", tipo "ah e tal e se?..."...
    Continua a escrever com o coração. É por isso que gosto de vir aqui. ;)

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    1. Ah, e desculpa o testamento... tenho dificuldade em ser sucinta. :)

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    2. Ora essa!!! Faça o favor de vir cá escrever testamentos, que eu cá gosto muito de vos ler!! Mas tens razão, é tudo isso que disseste!!

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  9. É isso tudo Ana! Ser genuíno e criativo é fazer com alma e coração aquilo que nos dá prazer, quando o deixa de ser já não faz sentido. :)

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    1. É como fazeres o jantar num dia em que não te apetece... a mim nunca sai nada de jeito!

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  10. Engraçado … somos duas! :))
    já lá vão 3 anos, que também fiz umas coisas em tecido. Gastei pipas de massa com a brincadeira, e afinal nem vendi nada, porque acabei por oferecer aqui, e ali… :)) A minha máquina, foi arrumada e agora serve apenas para levantar as bainhas das calças da malta cá em casa … senti precisamente o mesmo. Todas vendiam as mesmas coisas, eu própria ia ao youtube aprender como se fazia, e quando ia a uma feira, lá estava sempre, alguma coisa igual… e eu que nem costurar sabia, e fui meter-me nisto para quê?
    Agora sou tão feliz…. :))) Como a percebo :)

    http://kitmulheres.blogspot.pt

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    1. Olá Xana! Obrigada pela visita!
      Sorte a sua que ainda arrisca subir baínhas, porque eu nem isso - Que tal? Duvio que muitas digam o que acabei de dizer! Mas é mesmo uma questão de felicidade e de não me sentir obrigada a fazer o que não gosto! Beijinhos!

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  11. Oh Tia! E agora como é que vou ter todos os anos aquelas agendas fantásticas que são a inveja do mulherio aqui do estaminé?
    Senti alguma coisa quando uma vez me disse que não estava a fazer aquilo que gostava, em relação aos lacinhos e rendinhas e afins...
    Deixe lá os tecidos guardaditos, que não se estragam, e vá-se inspirando que qualquer dia o bichinho volta.
    Bjs e continue a dar noticias que vou acompanhando pelo blogovin :)

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    1. As agendas é fácil: mandas um email e perguntas se te fazem, ora essa! Há sempre lugar paa os amigos e para as clientes queridas que voltam porque gostam mesmo do que fazemos! ;)

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  12. Olha Ana, adorei este post. Pela sinceridade e por teres tido a coragem de contar que nem sempre as desistências têm de ser algo mau e vistas como falhanços. E mesmo que sejam falhanços (que não é o caso), é sempre possível aprender tanto com eles. E é sempre bom ler alguém que consegue ser tão honesta consigo própria, mais que com os outros. É verdadeiramente inspirador :)

    E já sabes, quando tiveres a página do blog no fb avisa que eu quero pôr logo um like :) beijinhos*

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    1. És uma querida! Aviso com certeza...aliás estou a planear bombardear toda agente até à exaustão!!! ;) Beijinhos!!!

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  13. Por acaso já me tinha perguntado (recentemente até) onde andaria a Tia. Eu percebo,sem nunca vender nada tive uma fase em que me dediquei à costura e rapidamente me cansei. A minha curta experiência na costura diz-me que é algo demasiado exigente e desgastante para não se fazer com amor e dedicação. Espero que recuperes o bichinho da costura, sem obrigações, sem limites, apenas tu e a tua criatividade.Eu, quase ao fim de dois anos sem tocar na máquina ando a começar a suspirar pelos tecidos e afins... :)

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    1. Eu já não toco na máquina há 6 meses... Arrumei-a oleada e limpa, não fosse apetecer-me e assim está prontinha para entrar em acção. :) Tenho dias em que me apetece, há dias em que menos... Acreditas que eu não tenho uma única peça da Tia? Verdadinha! Ou porque acabei por vender ou dar, ou por outra razão qualquer. Se calhar, desta é que me ponho a fazer para mim!

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    2. Pode ser o comeback que precisas... :)

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  14. A minha máquina está arrumada quase há um ano. A caixa, digo as caixas, de tecidos estão cheias até acima. Comecei por me queixar que tinha frio sentada a costurar, porque era Inverno e me apetecia mais estar sentada no sofá a tricotar. Mas depois fui criando uns anti-corpos porque não me apetecia estar a alterar os modelos que eu usava, para colocar um fecho ou um botão onde não fazia sentido. Um velcro aqui, outro ali e eu a rosnar com a máquina, sem vontade de atender ao pedido... Também cruzei os braços e deixei a máquina onde estava. Agora às vezes penso em fazer algo para oferecer, mas... fico no mas. Não digo que fechei essa porta, mas tão cedo não penso em reabri-la.

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    1. Join the club, dear!!! (se bem que ando para fazer uma bolsa para levar para a praia.. Mas para mim!)

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  15. Fizeste bem. Às vezes, o que custa mesmo é reconhecer, para nós mesmos, que determinada fase passou. Mas depois de soltar amarras, é um alívio e damos espaço para coisas novas...
    http://mysofterside.blogspot.com

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    1. Sim, a parte de assumirmos nós acho que é a mais complicada. Além disso, não é suposto dizer a ninguém "porque o segredo é a alma do negócio, blablabla..." Esta mente humana é uma chata!

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  16. E se eu pedir muito tenho uma agenda para 2015???? Sim????

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  17. Passo por cá muitas vezes mas simplesmente nunca comentei e hoje identifiquei-me com este post. Eu própria também tenho uma marca de artigos em costura e ultimamente ando nesta fase do "não apetece"... Talvez porque me juntei e mudei de casa, ou porque ando cansada, ou porque não apetece. Mas a realidade é essa... com tantas alterações e "sugestões" que por vezes nos enchem a caixa de pedidos, vamos perdendo a nossa identidade e vontade de criar algo de que gostamos. Já pensei mais do que uma vez em baixar os braços e arrumar a máquina... Por enquanto vou costurando, não com tanta frequência, mas continuo a batalhar contra esta maré. Talvez seja apenas uma fase ou talvez seja um sinal. De qualquer maneira admiro a sua coragem em admitir que simplesmente já não dá e vai fazer uma pausa, como já se disse por aqui, às vezes o que custa é mesmo reconhecer para nós mesmos. ;)

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    1. Já ter-te feito comentar é uma grande vitória! :) Gosto pouco de visitantes sossegadinhos!
      Mas vai tentando e vendo se achas que é uma fase - também as tive. Já somos todas crescidas para saber o que queremos fazer!! Beijinhos e obrigada pelo comentário!


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  18. Algures, no início deste ano li a frase:
    » Desistir não é o mesmo que fracassar. Uma desistência estratégica é uma decisão consciente que toma com base nas escolhas que lhe estão disponíveis. Se chegar à conclusão que está num beco sem saída tendo em conta aquilo que poderia estar a investir, desistir não é apenas uma escolha razoável, é uma escolha inteligente. »
    Identifiquei-me muito, tanto com a frase, como com o seu post; também passei por um período de avaliação, de vontade de arrumar tudo e colocar um ponto final na obrigatoriedade deste meu hobby.
    Acabei por não o fazer, pois gosto muito, muito dos "trapos" e afins; sou mesmo feliz no meio deles; apenas decidi fazer o que gosto e aprender mais e mais.
    Muitos parabéns pela inteligência e decisão estratégica.

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    1. Não quero jurar, mas acho que essa frase é de um livro do Seth Godin que também li no inicio do ano - O Ponto Morto. E é engraçado porque não a "li" e agora que falas tem muita verdade!!!

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  19. O que me impede de vender prende-se com tudo o que dizes neste post.
    - Fazer por obrigação, porque tenho que vender ou porque tenho uma encomenda e uma data de entrega
    - Saber que não sou nada de especial num mar de crafters que existe por aí
    - Os copianços, meus e dos outros (eu também copio. Sou culpada disso)
    Li algures que quando se começa um negócio fruto de um hobby, é preciso pensar muito bem. Porque o que tu gostas de fazer de vez em quando, quando se começa a fazer todos os dias e por obrigação transforma-se num trabalho e deixa de ser um hobby.

    Eu faço para mim e para dar. Não vendo. E a verdade é que há semanas inteiras em que não pego nas coisas e depois passo meia dúzia de dias freneticamente a acabar um cobertor de bebé ou um boneco de peluche. Mas é ao meu ritmo :)

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    1. Essa é uma das verdades! Quando passas a fazer o teu hobby todos os dias - em que a ideia até era descontrair do dia a dia - passas a ter um trabalho e perde toda a graça. Só não penso que devas achar que não és nada de especial no meio dos outros. Muitas vezes essa atitude só te prejudica. Não te compares e continua na tua!! Beijinhos!

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Eu sei que comentar é uma chatice, mas adoro saber as vossas opiniões. Obrigada!!